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A questão da vida e da morte é a mais importante de todas e o tempo passa rapidamente.
Não desperdice sua vida em vão
(Dogen Séc. XIII)

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O que é um Zazenkai

Zazenkai (座禅会) significa, literalmente, uma reunião para meditação e pode ser uma boa atividade para as pessoas que estão se iniciando na meditação sentada do zen budismo (o zazen) ou têm curiosidade de experimentar.

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Zazen
Ao contrários dos retiros, geralmente com duração de alguns dias, o Zazenkai em geral é organizado com um dia de duração. Várias práticas diferentes podem constar do program, de acordo com o monge condutor do mesmo:
- Refeições segundos os princípios da culinária zen, vegetariana;
- Cerimônia do chá;
- Práticas de meditação sentada (zazen);
- Práticas de meditação andando (kinhin);
- Palestras (conversas sobre o darma);
- Liturgia matinal,
- Práticas meditativas como pintura, caligrafia, confecção de japamalas e etc.
Os zazenkais são uma excelente maneira de conhecer a prática do zen budismo e experimentar seus benefícios!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Seshin - Abril de 2018


Seshin na Fazenda Imperial - Abril de 2018

No final de semana de 27 a 29 de abril foi realizado primeiro seshin na Fazenda Imperial, em Cachoeira do Campo, Ouro Preto. Localizada próxima à localização original do Templo Toguetsu, foi como uma volta ao ambiente onde tantos seshins foram realizados pela Monja Simone Keisen.
O Seshin foi abençoado por uma Lua Cheia  esplendorosa, saudada por uma sessão de meditação em volta da fogueira.

Meditação matinal

Após a meditação matinal, sessão de alongamento conduzida pela praticante e professora de dança e  Gabriela



Após a meditação matinal, o tradicional Okayu com a conserva dos Sete Deuses.

A monja Simone Keisen deu várias palestras com base nas escrituras zen budistas.







Zen com Pipoca - Caminhe Comigo



Walk With Me - 0 filme

Está disponível para compra ou aluguel na Apple TV o documentário Walk With Me, que acompanha a rotina do mestre zen budista Thich Nhat Hanh em seu mosteiro Vila das Ameixeiras, na França. O documentário é lindamente narrado pelo ator britânico Benedict Cumberbatch e demonstra o conceito zen de Mindfulness, como ensinado pelo mestre vietnamita radicado na França.
Para mais informações, visite o site:  http://walkwithmefilm.com/



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A mesa de uma monja: o zen de Chef's Table


























A série original Netflix, Chef’s Table,  acaba de lançar sua terceira temporada. Jeong Kwan é uma monja Zen Budista de 60 anos, e que prepara refeições vegetarianas para a sangha do Templo Baekyangsa, localizado a 169 milhas ao sul de Seoul (Coréia do Sul). Os chefes Eric Ripert e o escritor Jeff Gordinier  atestam que a comida é sublime, mas a monja nos alerta sobre os propósitos mais elevados da culinária zen.
"Através da comida nós compartilhamos e comunicamos emoções. É o estado mental dos cozinheiros, ao compartilharem o alimento, que nos alimenta. Não há diferença entre cozinhar e seguir o caminho de Buddha."


Aguardem as atividades de culinária zen e de apreciação plena da alimentação ("mindful eating") que serão desenvolvidas em 2017.

Toguetsu e o Ano do Galo de Fogo


O Ano Novo Chinês (e de vários países do Oriente) começou no dia 28 de janeiro de 2017 e terminará em 15 de fevereiro de 2018, sendo seu animal regente o Galo de Fogo. Esta regência deve ser repleta de coragem, honestidade e ambição, características do Galo, com o fogo de novas idéias e oportunidades. Cabe a nós estarmos abertos.
2017 marca o retorno do registro das atividades da sangha da monja Simone Keisen, agora na zona sul de Belo Horizonte. Siga-nos para receber informações de interesse sobre o zen budismo, filtradas pelo dharma da Monja Keisen. 
Gassho 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Conheça o sumi-e e se apaixone!


Nesta semana teremos em Belo Horizonte a honra de receber a monja alemã Rita Bohm, mestra em pintura japonesa sumi-e.
Uma das mais reputadas artistas desta técnica, ela fará uma apresentação gratuita na casa MAC e um workshop de dois dias no Templo Toguetsu.

Sumi-e: Apresentaçã0 gratuita com a mestra Rita Bohm


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Vídeo: O Zen do Pão-de-Queijo


Documentário "O Mineiro e Queijo": Receita de Pão-de-Queijo da Dona Romilda.

Vídeo: Eu Maior - Um filme sobre autoconhecimento e busca da felicidade

EU MAIOR traz uma reflexão contemporânea sobre autoconhecimento e busca da felicidade, por meio de entrevistas com expoentes de diferentes áreas. 
http://www.eumaior.com.br/

Vídeo: Meditação budista estudada cientificamente


Vídeo: A Incrível Máquina Humana: Meditação Budista estudada cientificamente

Produção National Geographic
Fonte: YouTube

domingo, 15 de dezembro de 2013

Frases



Oito de Dezembro: Dia da Iluminação de Buddha


No domingo dia 08 de dezembro a Sangha do Templo Toguetsu reuniu-se para um dia de celebração: o Dia da Iluminação de Shakiamuni Buddha

Na tradição Zen Budista do Japão, o dia 08 de Dezembro é considerado o dia da Iluminação de Shakiamuni Buda. Geralmente, celebra-se com um longo retiro de 7 dias e no amanhecer do 8º dia , uma cerimônia de encerramento.
 Há cerca de 2.600 atras, o então principe Sidarta  decidiu sentar-se em meditação embaixo de uma  árvore sagrada (um Ficus) e  permanecer em meditação até compreender a verdade a respeito da vida e da morte e sobre as causas do sofrimento nessa vida. Ele atingiu a compreensão profunda e ascendeu à boddhi, a mente iluminada. Num átimo ele compreendeu o mistério da existência e os meios hábeis para ajudar os seres a se libertarem do sofrimento causado pelo samsara - o eterno ciclo de morrer e renascer. 

A Iluminação de Buddha, segundo Thich Nhat Hanh:
"Para Gautama (o Buda), a iluminação apareceu como se uma prisão em que ele estava preso por milhares de vidas tivesse sido quebrada e aberta. A ignorância era a carcereira. Por causa da ignorância, a mente dele tinha estado obscurecida, assim como a lua e as estrelas escondidas por trás das nuvens da tempestade. Nublada pelas ondas intermináveis dos pensamentos iludidos, a mente falsamente ficou dividindo a realidade entre sujeito e objeto, eu e os outros, existência e não-existência, nascimento e morte, e dessas discriminações apareceram as visões erradas — as prisões das emoções, dos desejos, do apego e do se tornar. O sofrimento do nascimento, velhice, doença e morte só faziam os muros da prisão mais grossos. A única coisa a fazer era capturar o carcereiro e ver sua verdadeira cara. O carcereiro era a ignorância… Assim que o carcereiro se foi, a prisão desapareceu e para nunca mais ser reconstruída”.
~
Thich Nhat Hanh, “The Buddha’s Enlightenment”,

domingo, 25 de agosto de 2013

Frases


Documentário "Deus é Nada" Um sesshin com mestre Tokuda



Documentário com Mestre Tokuda Igarashi
Sesshin no Tempo Zen Pico de Raios , em Ouro Preto, MG.
Realizadora: Tânia Quaresma, UnB - Janeiro de 1992

domingo, 18 de agosto de 2013

Novo quiosque do Templo Toguetsu

Antes

Depois

Culinária de Inverno

Bruscheta de Copo

Filet de Peixe com Alecrim

Cuscuz Marroquino com Passas e Amêndoas

Dicas para a alimentação no inverno:
- Não comer até a saciedade
- Mastigar bem
- Comer alimentos mornos e quentes e evitar os alimentos frios
- Terminar a refeição com uma bebida quente.



domingo, 31 de março de 2013

Semana Santa de 2013


Páscoa
"Na Páscoa, todos os cristãos, em todo o mundo, celebram a ressurreição de Jesus, o Cristo. Um indivíduo, Jesus, tornou-se o Cristo. Não sei se isto é parte da teologia tradicional ou não, mas quando Paul Tillich proferiu uma palestra na Universidade de Chicago alguns anos atrás, ele disse: "Jesus tornou-se Cristo". Essa foi a primeira vez que ouvi tal interpretação. Parece-me que nós, buddhistas, temos uma interpretação similar. Sentimos que um indivíduo, Gautama, tornou-se Buddha.

Jesus carregou a cruz no Calvário. Isto é muit importante. Mesmo tendo sido crucificado, ele viveu sua vida verdadeira. Ele não podia ser desonesto consigo mesmo. Que os regentes da sociedade o matassem. Diante da execução, ele não teve medo. Ele possuía algo além da morte. Nossa vida é similar a isso. Há algo de valor em todos nós. Pode ser chamado de eu verdadeiro, o Buddha, o Cristo...não importa. Cada um de nós tem algo porque viver. Comparada a isso, a  morte não importa. Confúcio disse: "Este corpo físico é mais leve que um único pelo de um boi". É a vida que tem peso. Abandonaremos o corpo físico por esse tipo de vida. Se alguém encontra o Caminho pela manhã e morre na noite do mesmo dia...a vida valeu a pena. Não se deveria ter medo de morrer. Deveríamos ter medo de matar nossa própria vida. A ressurreição significa o despertar dessa verdadeira vida. Essa foi a grandiosidade do Cristo. Ele aceitou todas as condições, e nunca foi derrotado pelas circunstâncias. Ele viveu sua verdadeira vida. Esse espírito foi de uma grande inspiração.

As coisas importantes são descobrir o que somos e ser o que somos. Assuma completa responsabilidade por si mesmo. Mesmo se todo o mundo estiver contra você, e daí? Ninguém pode realmente parar sua verdadeira vida. Devemos despertar para essa vida em nós mesmos. Na terminologia cristã, isso é a ressurreição do Cristo em cada vida individual. Cada indivíduo deveria se tornar um Cristo, como Jesus se tornou um Cristo. Essa é a forma como eu vejo a Páscoa."

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Porcelanas pintadas com a técnica de Sumi-e


Estão disponíveis porcelanas pintadas com a técnica Sumi-e, com renda destinada à manutenção do Templo Toguetsu.

Sesshin de Carnaval - 2013


No período de sábado a terça-feira realizamos mais um Sesshin de Carnaval no Templo Toguetsu, com sessões de meditação, refeições vegetarianas e uma oficina de confecção de japamalas.


Agora, vamos iniciar a programação para o Sesshin da Semana Santa.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Japamala - o que é?



Durante nossa oficina de confecção de japamalas, na qual cada um confecciona seu próprio colar para ser abençoado no altar do Templo Toguetsu, muitas pessoas perguntam sobre a sua origem e seu significado. Desta forma, vamos postar algumas informações:
“Japa” é uma palavra sânscrita que tem como raiz “jap“, que significa “murmurar, sussurrar”. “Japa” significa “repetição” e caracteriza também a prática yogi para a repetir palavras sagradas,  murmurando-as ou sussurrando-as.A palavra “Mala” também é de origem sânscrita e significa “corrente” ou “cordão”. O Mala representa a realidade interna. Quando as contas são transparentes, o Mala é visível, se não são, de qualquer maneira, você sabe que ali passa um cordão que mantém as contas unidas. Entre os inúmeros materiais dos quais podem ser feitos um japamala, o mais famoso são as sementes de rudraksha, também conhecida como lágimas de Shiva, planta nativa da ásia (ver imagem).  Segundo a crença indiana, Buda recebeu sua iluminação enquanto meditava sobre uma árvore de rudraksha. 
Assim, “Japamala” tem como significado a repetição de mantras, escrituras sagradas ou nome de divindades, formando uma corrente de energia. É também o nome dado ao colar de contas utilizado para auxílio a esta prática. Para budistas tibetanos o mala é elemento religioso de destaque, ajudando a limpar a mente . Para eles a repetição desses sons sagrados, ajuda abrir o coração para o amor e a compaixão.
O Japamala é utilizado para contar mantras em grupos de 108 repetições. Um Mala pode conter contas que somem múltiplos de 108, de modo que facilitem o cálculo do número total de 108 repetições. Por exemplo, as pulseiras usadas para este fim possuem 27 contas, existem também malas com 54 contas.O número “108” é considerado um número sagrado, por diversas razões matemáticas, físicas e metafísicas. Para se ter uma ideia, este número é produto de operações matemática simples e precisas. Por exempo, ao se multiplicar 1 elevado a ele mesmo por 2 elevado à 2ª e por 3 elevado à 3ª o resultado é 1 x 4 x 27 = 108. O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados femininos, resultando em 108 fonemas. O número nove é considerado um número sagrado para os Hindus, 1 + 0 + 8 = 9. O “108″ também aparece como a representação do chakra cardíaco; no Shri Yantra; nos textos védicos, onde 108 é o número em que se divide o tempo entre passado, presente e futuro; na astrologia, com seu 9 planetas e 12 casas ( 9×12 =108); na astronomia, que mede o diâmetro do Sol como sendo 108 vezes o diâmetro da Terra. E ainda 108 são o número de Gopis de Krishna, 108  são os Upanisades, 108 são o número de contas do japamala  e poderia citar ainda muito mais sobre o número 108. O Japamala auxilia na prática da concentração agindo como um ponto de apoio. Ele não irá impedir que você disperse, pois isso é próprio do estado de agitação da mente, mas ele faz com que se lembre do que está fazendo e volte o seu foco para a concentração. Além disso, quanto mais você usá-lo para recitar mantras de sua escolha, mais ele se impregnará dessas e da sua energia e se tornará um objeto sagrado, podendo inclusive conferir-lhe proteção. Seja de qual for o tipo o Japamala, o que importa é utilizá-lo com disciplina para ajudá-lo a tranqüilizar a sua mente e transformar a palavra ou frase repetida em um mantra de realização para você. Quanto mais repetições fizer, mais energia agregada terá.Alem disso, o Japamala pode ajudá-lo a tirar a tensão, a ansiedade, o medo e levará você a atingir níveis mais altos de consciência e realização espiritual. As palavras escolhidas devem ter caráter puro e positivo, como por exemplo: paz, luz, saúde, prosperidade, consciência, discernimento, paciência etc. Também são utilizados bijas mantras ( sons que harmonizam) os chakras ( centros de captação, armazenamento e distribuição de energia ): OM, HAM, YAM, RAM, VAM, LAM, juntos ou separadamente. E podem ser também utilizados mantras e orações conhecidos de religiões e filosofias, pois em sua essência, todas desejam o bem e a prosperidade do homem em todos os sentidos.
Segura-se o Japamala com a mão direita ou esquerda, indiferentemente, mantendo-se os dedos mínimo, anular e médio unidos, com o rosário apoiado sobre o dedo médio.O dedo polegar irá puxar as contas para a direção do corpo, uma para cada mantra ou palavra mentalizada ou pronunciada. Explicando melhor, segure a primeira conta entre o polegar e o dedo médio e faça a recitação para esta conta, passe para a segunda, repita o mantra, passe à terceira e assim por diante até completar as 108 contas. Os Japamalas possuem a 109ª conta, ela costuma ser maior e diferente das demais. Essa conta chama-se Guru ou Meru. É importante não “pular ou passar por cima” dessa conta principal. Ela representa a Energia Cósmica, a divindade ou o seu objetivo. Chegando-se nela, reinicia-se a contagem virando o mala. Você pode continuar as repetições, quantas vezes quiser, mas sempre que chegar na conta principal deve-se retornar e jamais passar por cima dela."
Fonte: Site Navrattna Yoga e WIKIPEDIA